Aparição: o livro que ficou depois da boa nota
Li Aparição no 11.º ano, num trabalho de grupo que me deu uma boa nota. A nota passou. O livro, de algum modo, ficou.
Li Aparição no 11.º ano, num trabalho de grupo que me deu uma boa nota. A nota passou. O livro, de algum modo, ficou.
Conheci Lucky Luke na biblioteca da escola. Anos depois, o cowboy, os Dalton e Calamity Jane regressaram numa coleção que ainda guardo.
Já não recordo todos os passos de Jonathan, mas ficou a sensação de um livro que, mesmo perdido na memória, ainda aponta um caminho.
Em Cannes, todos querem ser vistos. Paulo Coelho olha para o brilho e pergunta o que sobra quando se chega sozinho ao topo.
Já não recordo todos os acontecimentos de A Cabana. Ficou-me o ambiente e a emoção, como se o livro tivesse escolhido outra forma de permanecer.
Na biblioteca da escola, levei vários Astérix para casa. Os Normandos estava tantas vezes disponível que quase aprendi as falas de cor.
Este livro levou-me ao homem que transformou uma ideia numa revolução e deixou na Apple um vazio que nenhum produto conseguiu preencher.
Li Tom Sawyer já em adulto, depois de o conhecer pela televisão. Entre memória e páginas, encontrei uma infância mais livre, mas também mais sombria.
Mandaram-me ler Aparição na escola. Depois de um engano, encontrei um livro que deixou de ser obrigação e ficou comigo.
Um comentário trocou dois Fernãos e trouxe-me de volta um livro comprado por engano, nunca lido e mais tarde doado.
Um livro lido há duas décadas que ficou a ecoar. Maria, o corpo, a solidão e perguntas que nunca se fecharam.
Há uns anos li Perfume e vi o filme. Um faz-nos sentir Grenouille, o outro faz-nos ver. Duas formas de viver a mesma obsessão.