Água presa entre as pedras
Entre a areia e a rocha, a água repousa por instantes, guardando no silêncio os reflexos de uma paisagem moldada pelo tempo.
Entre a areia e a rocha, a água repousa por instantes, guardando no silêncio os reflexos de uma paisagem moldada pelo tempo.
No antigo cais da Casa Branca, a madeira ergue-se sobre a água como memória de passagem e de espera.
No Porto das Barcas, o paredão desenha uma fronteira de pedra entre a calma do abrigo e o movimento do mar.
Na ribeira do Torgal, a Ponte do Sol Posto atravessa a paisagem com a serenidade de quem já pertence ao lugar.
Uma rosa aberta à luz, intensa e quase excessiva, como se toda a cor do jardim tivesse escolhido ficar ali.
Lisa e arredondada, uma pedra repousa sobre a rocha áspera. Um pequeno equilíbrio construído entre formas que o mar tratou de maneira diferente.
No Pego das Pias, a água guarda a pedra e as árvores num reflexo onde o silêncio parece ainda mais fundo.
Entre rochas antigas e uma onda que nunca desiste, o mar repete o mesmo gesto sem que o instante seja alguma vez igual.
A maré recuou e deixou na areia um espelho breve, onde o céu ficou pousado antes de o mar regressar.
No alto da antiga ponte de Alcácer, uma gaivota repousa sobre o mecanismo que outrora abria caminho aos barcos.
Às vezes, um ponto de vista começa apenas onde pousamos o olhar.
No Mundial há jogos que não contam no marcador. Em Glasgow, cones em estátuas lembram que o futebol também acontece nas ruas.