Nisa, a recordação de um desvio
Um pote recorda uma passagem por Nisa. Entre olaria, bordados e ruas com história, há razões para voltar com mais tempo.
Um pote recorda uma passagem por Nisa. Entre olaria, bordados e ruas com história, há razões para voltar com mais tempo.
Entre os monumentos de Viseu, a Feira de São Mateus e as termas de São Pedro do Sul, ficou uma viagem guardada apenas na memória.
Visitei Óbidos três vezes, sempre fora dos grandes eventos. Entre muralhas, igrejas, ruas cheias e uma ginjinha, a vila bastou por si.
Entre a fortaleza e o Cabo Carvoeiro, Peniche ficou-me na memória por uma pausa simples diante do mar e da história.
Na Vieira de Leiria ficou o mar em duas luzes. Na Marinha Grande, o vidro, o fogo e uma oficina que já não existe.
Numa excursão deram-nos uma sandes, uma pera e um sumo para o almoço. Recusei o plano, procurei um restaurante e encontrei uma posta memorável.
Na Vieira de Leiria ficou o mar em duas luzes. Na Marinha Grande, o vidro, o fogo e uma oficina que já não existe.
Regressei várias vezes ao Bom Jesus. Entre o escadório, o elevador a água e um pôr do sol, Braga foi-se revelando devagar.
Fui ao Porto em trabalho e voltei com a sensação de ter conhecido apenas o princípio de uma cidade que ainda me chama.
Évora ficou-me em fragmentos: o Templo de Diana, um museu, um jardim e a memória incompleta de uma visita de estudo.
Tavira ficou-me como um Algarve mais baixo e sereno, atravessado pelo Gilão, por uma ponte antiga e por casas à medida das ruas.
Fui a Aveiro à procura da tal Veneza portuguesa, mas trouxe outra coisa: água na memória e flor de sal num frasco.