Braga vista por um canudo ao pôr do sol
Regressei várias vezes ao Bom Jesus. Entre o escadório, o elevador a água e um pôr do sol, Braga foi-se revelando devagar.
Regressei várias vezes ao Bom Jesus. Entre o escadório, o elevador a água e um pôr do sol, Braga foi-se revelando devagar.
Fui ao Porto em trabalho e voltei com a sensação de ter conhecido apenas o princípio de uma cidade que ainda me chama.
Évora ficou-me em fragmentos: o Templo de Diana, um museu, um jardim e a memória incompleta de uma visita de estudo.
Tavira ficou-me como um Algarve mais baixo e sereno, atravessado pelo Gilão, por uma ponte antiga e por casas à medida das ruas.
Fui a Aveiro à procura da tal Veneza portuguesa, mas trouxe outra coisa: água na memória e flor de sal num frasco.
Do alto de Marvão à calma das ruas de Castelo de Vide, dois lugares onde o tempo fica mais lento e a memória ganha espaço.
Há 40 anos que vivo em Milfontes. O rio, as ruas e o mar fazem parte do meu dia como quem respira.
Reiriz chegou-me numa conversa. Não por ter lá ido, mas pelo som da água que a minha mãe me contou, quando falava do meu pai.
Um percurso sensorial pelo Douro, onde o rio, os barcos e a vegetação se encontram numa dança silenciosa de luz e sombra.