Jorge Palma: a memória de um fim de tarde
Uma despedida de Jorge Palma, entre as canções que nos acompanham e a memória de um concerto ao pôr do sol na Zambujeira do Mar.
Uma despedida de Jorge Palma, entre as canções que nos acompanham e a memória de um concerto ao pôr do sol na Zambujeira do Mar.
Hoje Zé Pedro faria 70 anos. O homem partiu cedo, mas há guitarras que ficam para sempre ligadas à nossa própria história.
Começou com Herzeleid em casa de um amigo. Depois vieram Mutter, os CDs, os DVDs e dois concertos marcados pelo fogo.
Freddie Mercury faria hoje 80 anos. A voz calou-se cedo, mas o palco continua a pertencer-lhe sempre que uma canção começa.
Uma música apareceu no carro, cantámo-la juntos e decidimos que seria nossa. Hoje, quando toca, ainda me deixa meio nhecs.
A minha ex cantou I Have Nothing num karaoke. Fiquei boquiaberto e acabei literalmente sentado no chão. Ela diria que foi amor.
Começou com Contentores, passou por dois concertos e ficou também numa fotografia pedida por uma amiga sem coragem para o fazer.
Duas músicas gravadas pelo meu irmão abriram a porta. Depois vieram os álbuns e os Metallica ficaram.
A 31 de janeiro de 2005, Bryan Adams subiu ao palco do Pavilhão Atlântico. Os discos ficaram; aquela noite também.
Os The Hu fazem da Mongólia som: vozes profundas, cavalos, memória e metal. Uma língua que não preciso de entender para sentir.
Conheci os Bad Wolves por “Zombie”, mas há músicas que não pertencem a quem as canta. Pertencem à ferida que deixam aberta.
Há bandas que não ouvimos sozinhos. Queen é uma delas. Mesmo quando o som vem alto, há sempre uma memória a cantar por baixo.