O livro que deixou de ser obrigação
Mandaram-me ler Aparição na escola. Depois de um engano, encontrei um livro que deixou de ser obrigação e ficou comigo.
Mandaram-me ler Aparição na escola. Depois de um engano, encontrei um livro que deixou de ser obrigação e ficou comigo.
Conheci os Bad Wolves por “Zombie”, mas há músicas que não pertencem a quem as canta. Pertencem à ferida que deixam aberta.
Há bandas que não ouvimos sozinhos. Queen é uma delas. Mesmo quando o som vem alto, há sempre uma memória a cantar por baixo.
Hoje tenho quase tudo num ecrã, mas há partes de mim que continuam guardadas em caixas de plástico, lombadas e micas.
Cinquenta entradas depois, o caderno continua uma linha que vem de longe, da Sapo até ao Blix.
Um golo que parecia simples desaparece no ecrã e o jogo muda de forma sem pedir licença
Do alto de Marvão à calma das ruas de Castelo de Vide, dois lugares onde o tempo fica mais lento e a memória ganha espaço.
Há 40 anos que vivo em Milfontes. O rio, as ruas e o mar fazem parte do meu dia como quem respira.
Um livro lido há duas décadas que ficou a ecoar. Maria, o corpo, a solidão e perguntas que nunca se fecharam.