Há pequenas paisagens que quase passam despercebidas. Não têm a força das ondas abertas nem a grandeza de uma arriba, mas guardam uma quietude própria, como se o mar tivesse deixado ali um pedaço de si para descansar.
Entre as rochas, a água fica presa durante algum tempo. A superfície transforma-se num espelho irregular, onde a pedra se prolonga e o céu se mistura com o fundo. Em redor, cada textura conta uma história feita de marés, vento e erosão.
Escolhi o preto e branco porque esta fotografia vive mais das formas, dos reflexos e dos contrastes do que da cor. Sem ela, a atenção fica entregue ao desenho das rochas e à serenidade daquela pequena lagoa, suspensa entre duas marés.
Canon EOS 600D | 57 mm | f/7.1 | 1/200 s | ISO 100
