Os vikings remam no estádio

Noruega transforma o futebol em ritual. No estádio, adeptos “remam” como vikings e criam uma imagem impossível de ignorar.

A Noruega levou para o Mundial uma forma curiosa de presença: no meio da bancada, os adeptos alinham-se e fazem o gesto de remar em uníssono, como se o estádio fosse um dracar a cortar mar aberto. Não há barco, mas há direção. Não há água, mas há corrente.
O futebol aqui deixa de ser só jogo e passa a ser memória coletiva em movimento. Cada braço que vai e vem parece puxar a equipa mais um metro para a frente, como se o resultado dependesse também desta força fora do relvado.
É bonito porque é simples. Um estádio cheio, milhares de corpos sincronizados, e uma ideia antiga a atravessar o tempo sem pedir licença.
No fim, fica isto: há jogos que se jogam no relvado e há outros que se jogam na forma como se ocupa o espaço. E estes vikings escolheram remar juntos.

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