Quando soube que os Exilia iam abrir para Rammstein no MEO Arena, pensei logo: “Ok, vamos investigar”. Já tinha aprendido com experiências anteriores — uns anos antes tinha visto Guano Apes e, apesar de adorar os álbuns, a Sandra Nasic parecia estar a gritar o concerto inteiro. Então fiz os TPC: ouvi algumas músicas dos Exilia, gostei, mas ainda havia aquele “vamos ver como isto vai ao vivo”.
Cheguei ao concerto e, mal pisaram o palco, pensei: “Ok, isto não é só ouvir no Spotify, isto é energia pura”. A voz da vocalista entra e domina tudo. Os riffs fazem tremer os tímpanos (ok, talvez seja exagero, mas sentes mesmo), e o público já estava todo a mexer-se como se tivesse bateria interna. Hits como Stop Playing God, My Own Way e Desperate mostraram logo do que eram capazes. E sim, ainda hoje estas músicas estão na minha playlist — para o efeito de “preciso de adrenalina ou de um choque energético imediato”.
Os Exilia nasceram na Itália no início dos anos 2000, numa altura em que o rock alternativo e o metal estavam à procura de identidade. Não queriam ser só mais uma banda de riffs pesados. Queriam atitude, queriam melodias que grudassem na cabeça, queriam uma voz feminina que desse personalidade ao som. E conseguiram. Ao longo dos anos, conquistaram fãs na Europa toda, lançaram álbuns consistentes e mostraram que sabem manter a energia viva, não importa o tamanho do palco.
E o ao vivo? Ah, ao vivo é outra história. Cada música parece feita para fazer o público cantar, saltar, gritar com eles e sentir que faz parte do concerto. Eu lá estava, a pensar comigo mesmo: “Bem, isto está a funcionar melhor do que eu esperava. Até já estou a pensar em comprar o merchandising... ou pelo menos um poster imaginário”.
Se ainda não conheces os Exilia, dá-lhes uma hipótese. É rock, é atitude, é música para sentir, não apenas ouvir. E se tiveres oportunidade de os ver ao vivo, prepara-te: vais sair do concerto a sentir que a tua playlist precisa de atualização urgente.
Quando os Exilia conquistaram o MEO Arena
Fui ver os Exilia abrir para Rammstein, e a energia ao vivo foi tão brutal que fiquei fã instantâneo. Hits, riffs e adrenalina pura.
